Um texto emocionado sobre o show dos 50 anos

Irmã do ator José Carlos Moreno, já falecido, Lúcia Helena de Oliveira Moreno esteve no show dos 50 anos do TEM (Teatro Experimental Mogiano) , no dia 15 de novembro, no Teatro Vasques, e enviou ao blog o texto emocionado e que publicamos com muito prazer e agradecimentos:

“Comemorar 50 anos de cultura e amizade é para poucos e entre estes poucos tive a oportunidade de participar com a platéia que lotou o Teatro Vasques em uma noite inesquecível.

plateia do show TEM

Lúcia Helena de Oliveira Moreno estava na plateia que lotou o Vasques

 

O show do Jubileu de Ouro do TEM ficará gravado na memória dos mogianos.   A calorosa noite de 15 de novembro de 2015 começa com a trupe cantando Canção da América de Milton Nascimento e Fernando Brant, com reconhecimento dos amigos inesquecíveis que partiram para outro plano espiritual . Seus nomes foram  citados e saudados pela expressão PRESENTE. E foi com os olhos marejados e a voz embargada que fiz esta saudação pois entre estes que se foram está meu amado irmão José Carlos. Tenho em minha memória os dias de leitura dos textos do personagem  que  ele ia interpretar, os debates calorosos com a Clarice Jorge, José Maria e  Miguel Colella.

A seguir Milton Feliciano e  Flávio Viana  relembram o início do TEM, sua trajetória de glórias e sufocos vividos na época da ditadura que imperava em nosso país e a senhora censura a podar suas obras, porém o sonho não se sucumbiu. O desejo dos jovens de ensinar por meio do teatro o que há de melhor na cultura, como foi citado por Miguel Colella, persistiu e resistiu através de novos ensaios de outras peças de drama e comédia. E assim, passo a passo, foram relembradas diversas apresentações entremeadas com as músicas e representações de algumas cenas.

Me encantei com as jovens atrizes do grupo TWL- Ousadia, representando “A Bruxinha que Era Boa”. Ver as netas de Miguel Colella vibrando e cantarolando a canção do vovô: “Vamos Fazer Bruxaria” fez meu o coração vibrar.

Ri muito com os jovens do grupo Protuberância  que encenaram “Um deus Dormiu Lá em Casa”.

E a cena de “As Sabichonas” o que falar ????   Dar o parabéns para a velha trupe do TEM pelo fôlego e representação  é pouco. Segue-se os aplausos e mais aplausos.

“Se Tivéssemos Tempo” foi de marejar os olhos com as lágrimas de saudades de meu pai e minha mãe ao ver aquele caminhar do ator e ouvir a canção ao final da cena. E precisei respirar fundo e pausadamente para segurar as emoções , pois o espetáculo ia continuar.

E eis que a primeira parte do show é encerrada magistralmente com a velha trupe do TEM encenando  “Morte e Vida Severina” . E  assim demonstram a razão de se comemorar este Jubileu de Ouro.

O show continua em sua segunda parte com as músicas compostas pelos componentes do TEM: Chuço o boi , Andei , Pierrot , Maria Zóio de Prata , Estrela , Glória , Objeto , Amar(te) , Canção do Artista.

Fiquei com o gostinho de quero mais , quero mais…. Quero a criação do Coral TEM , quero ver a velha trupe apresentar no Teatro Municipal “As Sabichonas”

Quero ouvir novas canções de nossos amigos Miguel Colella e Milton Feliciano.

Quero que esses jovens talentos dos grupos Ousadia e Protuberância sigam adiante e ter a oportunidade de também comemorar o Jubileu de Ouro.

Quero que a CULTURA & AMIZADE continuem vivas, e ensinando todos os cidadãos o que existe de belo na humanidade.

Bravo ! Bravo! E oxalá podermos nos reencontrar em novas comemorações.”

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1 comentário

  1. Tive o grande privilégio de participar desse show, com a “velha trupe” (tão jovem em seu entusiasmo), cantando, atuando como o primeiro coveiro no texto de Morte e Vida Severina, mas principalmente sentindo uma grande emoção e uma profunda gratidão aos fundadores do TEM, em especial à Eladia Morales, ao Glauco Faria (nos aplaudindo lá do Céu), ao Miguel Colella e ao Orivaldo. Agradecimentos também ao Milton Feliciano, pela acolhida e orientações . Voltei no tempo, aos meus dezessete anos, quando eu e outros recebemos de nossos amigos mais experientes o presente de cultura, criatividade, esforço , música e muita alegria. Como Faustino, de ” O Judas em Sábado de Aleluia ” de Martins Pena, o Corvito, de ” As Bruxinhas Vão à Vênus “, dirigidos pela Eladia e pelo Glauco e depois , tocando e sendo o Primeiro Coveiro, em ” Morte e Vida Severina”, dirigido pelo Colella, todas na década de setenta, vivi grandes momentos , aprendendo com o exemplo de meus amigos e levando, através deles, modestamente, meu quinhão de cultura a Mogi. O Milton me proporcionou viver novamente toda a emoção de pisar o palco, junto com meus amigos e diretores e novamente sentir o calor da platéia e o carinho de seu aplauso. Muito, mas muito obrigado a todos , trupe e platéia ! Aos presentes fisicamente ou espiritualmente ! Vocês não imaginam o presente que me deram ! Espero em 2016 estar novamente com a trupe !
    A Cultura Mogiana agradece , de coração, a vocês !!!

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